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Justificando minha oposição ao PT

outubro 3, 2014

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Eu não voto no PT.

E não apenas pela corrupção envolvendo suas lideranças: Lula, Dilma et caterva, mas principalmente porque o PT é totalitário e trabalha para implantar gradualmente um regime socialista no país.

O PT quer controlar o Congresso e o judiciário através de instrumentos de cooptação financeira e ideológica (por exemplo, os sovietes petistas que se beneficiariam com a sanção do Decreto 8243).

O PT quer acabar com a liberdade de imprensa (regulamentação da mídia).

O PT promove uma doutrina de ódio (pobres contra ricos, mulheres contra homens, negros contra brancos, homossexuais contra heterossexuais, etc.) da qual sabe muito bem tirar vantagem para consolidar e aumentar seu poder.

O PT faz parte do Foro de São Paulo: “fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro — por ideia de Lula, segundo ele mesmo declarou (o que nunca é de todo confiável) em maio de 2011 — , o ‘Foro de São Paulo é a mais vasta organização política que já existiu na América Latina e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Dele participam todos os governantes esquerdistas do continente. Mas não é uma organização de esquerda como outra qualquer. Ele reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros, como as Farc e o MIR chileno, todas empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas. Nunca se viu, no mundo, em escala tão gigantesca, uma convivência tão íntima, tão persistente, tão organizada e tão duradoura entre a política e o crime’” (Olavo de Carvalho).

O PT no poder apóia a ditadura em Cuba e, na Venezuela, o chavismo, alinhando-se também com regimes nada democráticos como Irã, Rússia e China.

O PT é hostil a Israel, única democracia no Oriente Médio, favorece tiranias na África e se alinha com organizações terroristas (Hamas, ISIS).

O PT apóia o aborto e a ideologia de gênero, além de não mover uma palha para melhorar a segurança pública no Brasil (60 mil homicídios por ano!).

O PT dá dinheiro e assistência a movimentos como o MST e o MTST, que promovem a baderna e a doutrinação marxista no campo e na cidade.

O PT engessou a economia do país (os anos de bonança de Lula foram produto de uma conjuntura externa favorável e seus efeitos já começam a se dissipar ante um quadro econômico global mais adverso).

O PT no governo Dilma criou um cenário de estagnação com pressão inflacionária pelo qual iremos pagar em breve.

O PT no governo Dilma é intervencionista, congela tarifas, controla o câmbio e gasta demais.

O PT reúne tudo o que não presta na política brasileira e se alia a bandidos notórios como Sarney, Calheiros, Collor e Maluf para atingir seus objetivos.

O PT é mau. Precisamos acabar com o PT se não quisermos que o PT acabe com o Brasil.

Ainda mais sobre o PT e o ensino no Brasil

outubro 3, 2014

LAVAGEM CEREBRAL

A tática petista de lançar estatísticas das administrações Lula e Dilma contra as estatísticas do governo de Fernando Henrique é invariavelmente um jogo de manipulação numérica.

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Existe um certo receio corporativista entre os docentes nas instituições de ensino superior públicas de que uma eventual gestão tucana irá trazer critérios de produtividade e cobrança de resultados para dentro do ensino público. Isto desagrada especialmente os sindicatos.

Se quisermos fazer o ensino no Brasil avançar, contudo, será necessário investir na melhoria dos quadros de professores e exigir avanços na qualidade das aulas ministradas.

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Cobrar mensalidades em universidades públicas de quem pode pagar é justo.

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O grosso do investimento do Estado deve ser no ensino básico e, logo após, no ensino médio. Bolsas de estudo deveriam ser dadas a quem não pode custear os estudos e deseja uma formação técnica (por sinal, houve uma perda de identidade dos CEFETs quando esses mudaram para institutos federais com cursos de nível superior).

Aos meus colegas professores que votam (ou se sentem obrigados a votar) no PT

outubro 3, 2014

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Há vários problemas com o arrazoado petista sobre os avanços no investimento em ensino, ciência e tecnologia dos governos Lula e Dilma.

Primeiro: mais dinheiro não significa mais qualidade. Provam-no os sucessivos resultados desastrosos do Brasil em rankings internacionais de educação em matemática, ciências e leitura. A educação básica no Brasil é péssima, a despeito dos crescentes repasses da União e aumentos salariais de professores.

Segundo: mesmo que tenha havido aumento no número e variedade de bolsas, como os estudantes que ingressam em nossas universidades possuem cada vez mais deficiências em sua formação, a qualidade da pesquisa no Brasil permanece sofrível. São conhecidos casos de universitários que conseguiram um financiamento público para estudar no exterior mas precisaram voltar por falta de proficiência na língua inglesa. Há também relatos embaraçosos de instituições estrangeiras sobre a falta de compromisso de bolsistas brasileiros com as atividades de formação e pesquisa.

Terceiro: o número de citações por paper do Brasil subiu de 1997 até o ano 2000, ficou mais ou menos estável até 2005 e, de 2006 até 2011 caiu de modo significativo, justamente quando as políticas do PT para o ensino superior e a pesquisa deveriam estar dando seus primeiros frutos.

Quarto: as patentes nacionais vão mal em comparação com outros países, com uma valiosa contribuição da enorme fila de espera do INPI entre outros entraves burocráticos.

Quinto: o investimento público em C & T ainda patina abaixo de 1%, e nos últimos anos o MCTI vem sofrendo cortes de gastos, com dinheiro para pesquisa sendo, em parte, repassado para o programa Ciência sem Fronteiras.

Resumindo, o PT gasta mais com educação, mas gerencia tudo muito mal e os resultados são pífios. Isso precisa mudar.

Leis iguais E justas para todos

outubro 2, 2014

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O excesso de leis inviabiliza a justiça. É desnecessário e nocivo criar leis especiais para privilegiar grupos que não se distinguem essencialmente da população em geral.

There is no such a thing…

outubro 2, 2014

Gay-Marriage

Não existe “casamento gay”.

Casamento é a união formal de um homem e uma mulher ordenada para a geração da vida e a educação dos filhos e na qual se assume o compromisso de uma vida em comum fundada no amor, na fidelidade e no respeito mútuo. Nenhuma civilização ou cultura, a despeito de todas as variações de costumes, deixou de reconhecer o casamento como realidade inerente à condição humana e essencial para o bem-estar e a preservação do organismo social. Equiparar ao casamento relações baseadas apenas no afeto ou na atração erótica é um erro grosseiro que deve ser frontalmente repelido.

O casamento é a fonte de onde literalmente nasce e se perpetua a sociedade.

Uniões em que são impossíveis atos de tipo naturalmente conceptivo não podem de modo algum ser consideradas equivalentes ao casamento. Se isto acontecer, estaremos transmitindo às futuras gerações a falsa noção de que o casamento é apenas uma forma de satisfazer uma necessidade afetiva e/ou desejo físico, sem qualquer relação com a procriação ou com o dever de construir um ambiente estável no qual os filhos possam ser educados e receber o amor de um pai e de uma mãe. Nesse sentido, também se estará afirmando que pais e mães são intercambiáveis, que os atos homossexuais são moralmente legítimos e em nada inferiores à união conjugal de um homem e uma mulher, e que os opositores do “casamento” homossexual são necessariamente fanáticos intolerantes, cheios de ódio às pessoas com tendências homossexuais e, por isso mesmo, merecedores de uma “justa” punição ou correção da parte do Estado (crime de “homofobia”).

Deus e a Física

julho 20, 2014

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A Física extrai da realidade apenas os aspectos quantitativos e, portanto, matematizáveis. Para fazer sentido, ela depende da aceitação de uma série de fundamentos metafísicos e epistemológicos: a existência de um mundo exterior, a existência do movimento, a contingência dos seres, a crença numa ordem natural estável, a crença na repetibilidade de experimentos, na capacidade dos sentidos de assimilar algo da estrutura objetiva do mundo. O materialismo da Física é apenas metodológico, no sentido de que ela busca sempre uma descrição dos acidentes quantificáveis das coisas materiais (uso aqui o significado aristotélico para o termo: um ente material é o que é passível de mudança substancial, sendo a matéria aquilo que se mantém durante a mudança), sem ir adiante, sem indagar-se e sem poder investigar de onde vem ou o que é em última análise o Universo material e sua estrutura matemática. As leis da Física são apenas uma descrição sintética de como modelar com números e geometria certas propriedades, sem se preocupar com a origem última ou a apreensão da totalidade de seu objeto. Deus, deste modo, está fora do alcance da Física, já que é impossível “medir” Deus em um laboratório.

Compreendendo as inquisições

março 15, 2014

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O herege, para a mentalidade medieval, era uma espécie de terrorista. Assim como o terrorismo de hoje, a heresia espalhava o caos e a morte e se tinha como necessário combatê-la com grande rigor.

Falsificar a fé era o mesmo que solapar as bases da sociedade e do Estado e corromper a vida espiritual, infinitamente mais importante do que o bem-estar físico.

Podemos até achar injustificável condenar um herege obstinado à morte, mas isto não nos impede de compreender a lógica que levava as pessoas naquela época a puni-los tão severamente.

As inquisições foram formas institucionais criadas para garantir aos hereges um julgamento justo (e até misericordioso para os padrões daqueles tempos). Sua existência impediu linchamentos sumários e limitou abusos dos tribunais seculares, que não tinham competência para julgar sobre questões de doutrina e teologia. O número de condenados à morte foi bem menor do que se pensa (cerca de 2000 entre 1231 e 1400), especialmente se considerarmos que crimes tidos hoje como de pouca gravidade eram cominados com a pena capital.

Mesmo a Inquisição espanhola, tida como a mais terrível (e, note-se, sua fundação ocorreu após o final da Idade Média!), em cerca de 350 anos de existência sentenciou à fogueira no máximo umas 5000 pessoas, o que corresponde a cerca de uma execução por mês. Sim, uma morte injusta já seria muito, mas se não tivermos algum senso das proporções, formaremos uma imagem bastante distorcida do que as inquisições realmente foram: não um reinado de tortura, repressão e execuções sádicas, mas uma corte especial e relativamente benevolente inserida em um sistema judiciário secular que aplicava rotineiramente penas cruéis.

Enquanto a inquisição impunha na maior parte das vezes penitências, centenas de pessoas eram executadas todos os meses nos tribunais seculares até mesmo por crimes de pouca monta.

***

Os instrumentos de tortura usados para ilustrar as atividades dos inquisidores em livros e documentários, na verdade, foram quase sempre empregados apenas nos tribunais seculares. Havia regras durante os processos inquisitoriais que restringiam os métodos de tortura (basicamente três na inquisição espanhola: a garrucha, a toca e o potro, o primeiro e o último envolvendo o deslocamento de membros sem mutilação e o segundo uma simulação de afogamento), bem como sua frequência (máximo de duas vezes) e duração (máximo de quinze minutos).

Deveras, somente uma fração muito pequena dos julgamentos envolveram o uso de tortura, mais uma vez em franco contraste com o uso das cortes comuns daquela época. Além do mais, a tortura era usada para obter uma confissão de culpa ou extrair alguma informação, nunca como forma de punição.

Dizer estas coisas, contudo, não justifica moralmente o emprego de tortura pelos tribunais eclesiásticos. Compreender não significa legitimar. 

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No Brasil, em 2012, 50000 homicídios foram registrados. Todas as inquisições levaram à morte, em 600 anos, umas 10000 pessoas no máximo. O Brasil mata, portanto, 3000 vezes mais gente do que os infames tribunais eclesiásticos. Os regimes comunistas ateus, por outro lado, mataram milhões de pessoas em poucas décadas… 

Historicamente, as inquisições correspondem a uma parcela ínfima da violência (justa ou, na esmagadora maioria das vezes, injusta) empregada pelo homem contra seus semelhantes. Dentro do contexto social, político e religioso no qual surgiram, pode-se dizer que a maior parte das pessoas nelas envolvidas agiram de boa-fé, buscando o melhor para o bem comum e o bem das almas.

SE (daqui até o fim do parágrafo tudo é condicional), do ponto de vista moral, os envolvidos nas inquisições agiram objetivamente de um modo errado, do ponto de vista subjetivo não se pode crer que tivessem consciência do seu erro, ou mesmo que fossem capazes de atingir tal consciência. Sua ignorância da (suposta) ilicitude do emprego de meios violentos para defender a fé era invencível.

Por outro lado, mesmo que as inquisições e a aplicação da pena de morte a hereges tenham sido moralmente legítimas, como pensam alguns, isto não significa que estas sejam os instrumentos mais adequados para se lidar com o problema da dissensão religiosa. Algo pode ser lícito e, ao mesmo tempo, não ser a melhor opção.

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