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A propósito de algumas declarações do Pe. Fábio de Melo contra a devoção popular a Nossa Senhora

fevereiro 23, 2015

fmelopopemary

A doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo foi confiada à Igreja (Mt 28,19s; Lc 10,16), que é guardiã da Tradição recebida dos Apóstolos (At 2,42; Rm 16,17; 1Cor 11,23; Gl 1,9; 2Ts 3,6; Tt 1,8s; 2,1-10; Ap 3,3; 21,14) e única intérprete autorizada da Sagrada Escritura (2Pd 1,20; 3,16). De fato, não há unidade de fé fora da obediência à autoridade apostólica (Lc 10,16), especialmente a autoridade petrina (Mt 16,18; Lc 22,31-32; Jo 21,15-17). O protestantismo, que coloca a Escritura como regra única e suprema de fé, demonstra claramente a necessidade dessa obediência: não há uma Igreja protestante única na qual todos concordem quanto ao sentido das palavras inspiradas. Existem, em seu lugar, milhares de denominações com os mais diversos credos e que são incapazes de chegar a um acordo sobre a autêntica doutrina bíblica, o que contradiz expressamente a vontade de Nosso Senhor: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). E, ainda, São Paulo: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5). O mesmo Apóstolo das Gentes ensina que a Igreja é “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15) e esposa/corpo de Cristo (Ef 5,25-30). Sei que um protestante dará a esses textos outras interpretações, mas isto só serve para confirmar que não pode haver consenso sobre o que a Bíblia diz se não houver uma autoridade divinamente instituída para estabelecer a doutrina correta. Pode-se debater horas e horas, dias e dias, sobre o que estas ou aquelas passagens da Escritura significam sem chegar a um acordo definitivo. Por isso, entre outras coisas, não sou protestante, mas católico, obediente ao que Nosso Senhor fala através da voz de sua esposa, a Igreja de todos os séculos.

Quanto ao fato de Nosso Senhor ser o único mediador de justiça entre Deus e os homens, esta é e sempre foi a doutrina ensinada pela Escritura, pela Tradição e pela Igreja Católica. Não existem mediadores fora de Cristo. Por outro lado, a Igreja também afirma que os santos vivem e reinam com Jesus, participando de sua glória: “Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um” (Jo 17,22). “Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus” (Rm 5,2). Por esse motivo, os santos no Céu podem interceder por nós participando da mediação de Nosso Senhor: “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus” (Ap 8,4). Em particular, a Mãe de Jesus é tão unida ao seu Filho que sua intercessão é reconhecida como a mais eficaz e abrangente. Nosso Senhor na cruz a entregou ao discípulo amado, figura de todos os cristãos: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27). Maria é “A Mãe” da Igreja, aquela que, na ordem da graça, coopera com Cristo para o nascimento de novos filhos de Deus.

O Concílio Vaticano II ensina esta doutrina de modo claro nos números 60 a 62 da Constituição Dogmática Lumen Gentium: “O nosso mediador é só um, segundo a palavra do Apóstolo: ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (1 Tm 2,5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (n. 60). “Efetivamente, nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo encarnado e Redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde vàriamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte” (n. 62).

Padre Fábio de Melo me parece ser um devoto escrupuloso e crítico, que receia desonrar o Filho ao honrar a sua Mãe e que por orgulho critica os simples que rezam o terço ou fazem novenas em honra da Virgem Santa. O receio dele não se justifica, pois onde já se viu um filho se incomodar com os louvores prestados à sua mãe exclusivamente pelo fato de ela ser sua mãe? Não é o próprio Espírito Santo que coloca nos lábios de Santa Isabel primeiro o louvor a Maria e depois o louvor a Cristo (Lc 1,41-45)? Se o Espírito assim o faz, não é para diminuir Cristo, mas porque para mais perfeitamente bendizer o Senhor dos senhores cumpre bendizer antes aquela que o gerou pela fé: “Bem-aventurada és tu que creste!” (Lc 1,45). O que desagrada Jesus não é a verdadeira devoção à sua Mãe, mas a devoção falsa que tolhe o uso sob o pretexto de conter o abuso, a devoção exterior que não tem profundidade de alma, a devoção presunçosa que quer prescindir da necessidade de combater os vícios, a devoção inconstante, hipócrita ou interesseira de quem só quer benefícios neste mundo mas não busca as coisas de Deus.

Teodicéia: um resumo

fevereiro 10, 2015

epicurus

Se Deus existe, por que o mal?

Não existe uma resposta completamente satisfatória para essa pergunta. Há, contudo, alguns dados que podem nos ajudar a enfrentá-la com serenidade.

Podemos classificar o mal em dois tipos distintos: o mal físico e o mal moral.

Mal físico

O mal físico é a ausência de uma perfeição do ente corpóreo dada a sua essência (*).

De onde vem esse tipo de mal? Há vários elementos envolvidos em sua gênese. Pode-se dizer que ele vem da potência, ou seja, da capacidade de mudança, da diversidade e da interdependência causal dos entes.

Qual a origem última da mudança, da diversidade e da interdependência causal? A metafísica responde: Deus.

Devemos, então, atribuir a Deus a existência do mal físico?

A resposta parece ser afirmativa, mas ela o é apenas num sentido secundário, ou seja, no sentido de que Deus cria um Universo em que o mal físico É POSSÍVEL.

Deus, contudo, não é causa direta do mal, já que os poderes causais, a multiplicidade e a variabilidade dos entes, embora dependentes diretamente de Deus quanto ao ser, pertencem aos entes enquanto agentes.

Deus causa as perfeições nos entes, mas as imperfeições vêm dos entes mesmos, dadas as suas essências e os poderes causais que possuem. “Não podemos responsabilizar a Deus pelo mal, enquanto este implica uma defecção propriamente dita; Deus não causa senão o bem e o ser” (Santo Tomás de Aquino).

O mal é um parasita do ser. Ele não pode existir a não ser como limitação do ser, como corte abrupto que impede sua plenitude.

Ora, sendo Deus o Sumo Bem, a plenitude do ser, é impossível que em Deus exista o mal. Deus é a realidade suprema na qual não há defeito, diminuição ou limitação.

Sendo as essências definidas por seus limites, Deus não possui essência, por não ter limite nenhum.

Deus não é bom no sentido de que tenha a bondade moral como uma propriedade do seu ser. Deus é bom por ser a medida de todo o bem e perfeição, inclusive o bem moral.

O que é mais perfeito o é na medida em que reflete a perfeição divina. Há uma hierarquia no ser, além de uma multiplicidade.

Poderia Deus ter criado um Universo diferente e melhor? Certamente. Se Deus tivesse criado um Universo composto apenas de substâncias imateriais, não haveria mudança temporal. Logo, também não haveria morte ou sofrimento físico.

Deus também poderia ter criado um Universo material sem dor, apenas com formas inanimadas. Ou poderia ter criado um Universo como o nosso em que as substâncias animadas racionais não tivessem doenças e nem morressem (**).

Por que Deus cria este Universo, com as propriedades que observamos, com a “quantidade de mal” que experimentamos?

Não o sabemos, mas podemos afirmar que, apesar de todo o mal que se “alimenta” do ser contingente, apenas o bem possui consistência ontológica e, no cômputo total da existência, o Universo é “muito bom” (***).

Compreendemos apenas uma infinitesimal parcela da realidade, e o problema do mal só pode ser solucionado se conhecermos a realidade total da criação, ou seja, todas as causas e todos os efeitos naturais e sobrenaturais.

A fé cristã nos dá a certeza de um final no qual o bem sobrepujará infinitamente qualquer efeito do mal neste mundo: Deus “enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição” (Ap 21,4).

Mal moral

Parcela importante do mal que afeta o homem tem como causa não a contingência do mundo material, mas o livre arbítrio.

Como animal racional, o homem possui fins distintos dos outros viventes. Sua inteligência permite compreender a si mesmo e o mundo, e sua vontade livre o torna MORALMENTE RESPONSÁVEL por suas ações.

Quando o homem escolhe agir de um modo que contradiz a razão, ou seja, de um modo que contradiz aquilo que ele é (mormente seu fim último, que é a contemplação e o conhecimento de Deus) ele introduz no mundo um novo tipo de mal: o MAL MORAL, que projeta o mal físico para dentro da esfera espiritual.

De fato, no princípio, quando o primeiro homem e a primeira mulher foram criados por Deus, ambos receberam uma proteção especial contra os males físicos.

A humanidade perdeu os dons preternaturais da imunidade à dor e à morte, contudo, quando Adão e Eva desobedeceram a ordem divina, querendo ser independentes do Bem Supremo e buscando ser felizes sem o seu Criador.

A Queda nos deixou inteiramente sob o domínio da natureza e à mercê da causalidade ordinária do mundo físico. Pela Queda, o homem deixou de ser uma criatura privilegiada para tornar-se um pária cósmico.

Seu corpo ficou sujeito a defeitos de todo o tipo, incluindo doenças degenerativas, defeitos de nascença e outras contingências terríveis que tornaram a vida dolorosa e miserável.

Embora a descendência de Adão não seja responsável pela escolha do seu progenitor, ela sofre as consequências de sua escolha desastrosa de um modo análogo ao de uma família na qual os filhos inocentes perdem a herança quando o pai dissipa imprudentemente o seu patrimônio.

Tinha de ser assim? Não, não tinha. A Queda foi mais uma contingência, fruto de um ato livre de alguém responsável pelo futuro de toda uma espécie.

E essa responsabilidade decorre da causalidade, ou seja, do poder de produzir efeitos que Deus concedeu às suas criaturas, especialmente as criaturas racionais.

Meus filhos não são culpados por meus erros, mas ainda assim meus erros afetam suas vidas por suas consequências. E essas consequências produzem outros efeitos através do tempo.

O que fazemos aqui perdurará para sempre. Cada ação humana no tempo desencadeia uma reação em cadeia imprevisível de eventos.

Trilhões de decisões hoje ajudam a determinar o amanhã e quanto mais distante no futuro olharmos, maiores serão os efeitos de uma escolha aparentemente insignificante no presente.

O poder causal conjugado com a vontade da criatura racional traz em seu bojo uma responsabilidade quase incomensurável quando olhamos para a história como um todo.

Ao ateu que acusa Deus de ser moralmente responsável pelos males do mundo, deve-se responder:

Primeiro, Deus não está sob a lei moral, mas é o seu fundamento. Cobrar de Deus uma obrigação moral para com sua criação é algo inteiramente descabido.

Segundo, o mal só é mau porque Deus existe como bem absoluto.

O ateísmo e o sofrimento sem culpa

O protesto do ateu contra o sofrimento inocente é um protesto contra a própria estrutura da realidade. Mas é um protesto vazio se não existir uma base objetiva para afirmar que alguma coisa é boa ou ruim.

No ato mesmo de condenar Deus pelas injustiças e falhas da criação, o ateu apela implicitamente para o Deus que nega com veemência.

Em outras palavras: ao dizer que um Deus que permite o sofrimento é mau, o ateu invoca uma ordem superior de bondade que nada mais é do que o próprio Deus acusado e rejeitado.

“Como você ousa criar um mundo no qual exista tanta miséria que não seja nossa culpa? Isso não está certo. É algo completamente… completamente mau. Por que eu devo respeitar um Deus caprichoso, malévolo e estúpido que cria um mundo tão repleto de injustiça e dor?” (Stephen Fry).

Mas como dizer que algo é mau se não existe o bem absoluto? Como dizer que alguém é caprichoso, malévolo e estúpido se não existe ordem, bondade e inteligibilidade alguma na natureza?

Como falar de injustiça e dor se justiça e alegria são apenas nomes vazios inventados para suportar uma realidade absolutamente indiferente e irracional?

Como reclamar do mal contra Deus se sem Deus não há nem bem nem mal, nem beleza nem feiúra, nem cosmos nem caos?

Se existe o mal, ou melhor, se as coisas que conhecemos são boas, mas são finitas e vítimas do defeito ontológico que chamamos de mal, então Deus existe.

Se não existe o mal nem o bem, então tudo o que existe é ilusão e nada. A única escolha coerente para um ateu é ser indiferente e abraçar o niilismo.

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Crianças com câncer ósseo

Vários níveis de causalidade entrelaçam-se e explicam a ocorrência do câncer ósseo numa criança.

Essa doença existe, antes de tudo, porque a criança existe: foi uma célula sadia de seu corpo que sofreu mutação e originou a doença.

Em outro nível causal, a existência desse câncer é consequência da falta adâmica.

O câncer existe, ainda, porque Deus quis criar um mundo com agentes causais interdependentes, mutáveis e eventualmente racionais, um mundo bom que refletisse suas perfeições de diferentes maneiras, mas que de Deus se distingue em virtude de sua contingência, tornando-o vulnerável ao mal tanto físico como moral.

O câncer desta criança produzirá efeitos que não conhecemos, e que resultarão num bem maior.

O mal da doença não é absoluto. A dor dura um tempo. A morte não é o fim. A felicidade eterna, por outro lado, nunca acaba e ultrapassa infinitamente qualquer sofrimento passageiro. O mal não será justificado, mas vencido.

Isto não significa, contudo, que o sofrimento inocente é algo fácil de aceitar. A esperança do Céu e a confiança na bondade de Deus não eliminam completamente a nossa angústia.

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A resposta para o problema do mal não é um argumento ou raciocínio irrefutável, não são palavras humanas.

A solução divina para o problema do mal é a Palavra Eterna encarnada, Jesus Cristo.

A resposta de Deus ao mal é o dom de sua própria vida infinita oferecida a nós no sacrifício supremo da Cruz.


(*) Por exemplo, pertence à essência de um cachorro o ter quatro patas funcionais. A falta de uma delas é um mal físico.

(**) Ele o fez – local e provisoriamente – no Éden.

(***) Que o Universo é “muito bom” o sabemos pela Revelação (Gn 1,31), mas também temos a intuição disso pelo desejo de continuarmos vivos e pela beleza, ordem e bondade que percebemos e amamos nos entes à nossa volta. Se o Universo fosse mal ou só um “pouco bom”, ninguém quereria viver nele.

Verdadeira misericórdia

janeiro 30, 2015

Dore-THE-WOMAN-TAKEN-IN-ADULTERY Não há misericórdia onde não há verdade. Não há unidade na caridade onde não há unidade de fé. O amor pressupõe a justiça e a renúncia ao erro para salvar. Se achamos que a graça divina se alcança com bons sentimentos, fechando os olhos para o pecado e acolhendo o outro sem nos preocuparmos com suas chagas, enganamos e condenamos a nós mesmos. “Vai e não peques mais!” Eis a misericórdia de Cristo: a misericórdia que perdoa o pecador sem deixar de condenar o pecado. Quando os pastores da Igreja negam, minimizam ou esquecem isso, o Reino de Deus diminui e o Inferno avança sobre a Terra.

Medievo brilhante

janeiro 30, 2015

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Idade Média, Idade da Luz.

Luz que irrita os que amam as sombras, os que odeiam Cristo e sua Santa Igreja. O “Iluminismo” do século XVIII a atacou e caluniou, mas quem estudou sabe que os medievais lançaram os fundamentos da alta cultura, da ciência, da técnica, de tudo, enfim, que consideramos essencial para o desenvolvimento e progresso da civilização no Ocidente. Nossa decadência começou quando nos tornamos ingratos para com nossos ancestrais, quando nos tornamos escarnecedores de sua Fé e de sua Esperança.

Obrigado, Santo Tomás!

janeiro 30, 2015

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Recordando a passagem do dia de Santo Tomás de Aquino (28 de janeiro), dou graças a Deus por este grande santo que, mais do que qualquer outro (a meu ver), mostrou com sua obra e sua vida que a fé não destrói a razão e que a graça não anula a natureza, mas a eleva até a comunhão com a própria vida divina.

Santo Tomás, muito obrigado! Seus escritos filosóficos me ajudaram a SABER (não crer) QUE DEUS EXISTE E É BOM e que A ALMA HUMANA É IMORTAL. Seus escritos teológicos, por outro lado, me ajudaram a crer e a compreender com mais profundidade os mistérios da fé, especialmente A TRINDADE, A PREDESTINAÇÃO DOS SANTOS, A ENCARNAÇÃO DO VERBO, O SACRAMENTO DA EUCARISTIA E A REDENÇÃO DO GÊNERO HUMANO. Rogai por mim e por todos os que amo, para que possamos perseverar na FÉ CATÓLICA, na esperança e na caridade, alcançando um dia a visão do Deus Uno e Trino na glória eterna.

“Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar nossa vida inteira. Quem quiser viver na perfeição, nada mais tema fazer do que desprezar aquilo que Cristo desprezou na cruz e desejar o que ele desejou. Na cruz, pois, não falta nenhum exemplo de virtude.” (Santo Tomás de Aquino, Colatio 6 super Credo in Deum, retirado da Liturgia das Horas).

Justificando minha oposição ao PT

outubro 3, 2014

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Eu não voto no PT.

E não apenas pela corrupção envolvendo suas lideranças: Lula, Dilma et caterva, mas principalmente porque o PT é totalitário e trabalha para implantar gradualmente um regime socialista no país.

O PT quer controlar o Congresso e o judiciário através de instrumentos de cooptação financeira e ideológica (por exemplo, os sovietes petistas que se beneficiariam com a sanção do Decreto 8243).

O PT quer acabar com a liberdade de imprensa (regulamentação da mídia).

O PT promove uma doutrina de ódio (pobres contra ricos, mulheres contra homens, negros contra brancos, homossexuais contra heterossexuais, etc.) da qual sabe muito bem tirar vantagem para consolidar e aumentar seu poder.

O PT faz parte do Foro de São Paulo: “fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro — por ideia de Lula, segundo ele mesmo declarou (o que nunca é de todo confiável) em maio de 2011 — , o ‘Foro de São Paulo é a mais vasta organização política que já existiu na América Latina e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Dele participam todos os governantes esquerdistas do continente. Mas não é uma organização de esquerda como outra qualquer. Ele reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros, como as Farc e o MIR chileno, todas empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas. Nunca se viu, no mundo, em escala tão gigantesca, uma convivência tão íntima, tão persistente, tão organizada e tão duradoura entre a política e o crime’” (Olavo de Carvalho).

O PT no poder apóia a ditadura em Cuba e, na Venezuela, o chavismo, alinhando-se também com regimes nada democráticos como Irã, Rússia e China.

O PT é hostil a Israel, única democracia no Oriente Médio, favorece tiranias na África e se alinha com organizações terroristas (Hamas, ISIS).

O PT apóia o aborto e a ideologia de gênero, além de não mover uma palha para melhorar a segurança pública no Brasil (60 mil homicídios por ano!).

O PT dá dinheiro e assistência a movimentos como o MST e o MTST, que promovem a baderna e a doutrinação marxista no campo e na cidade.

O PT engessou a economia do país (os anos de bonança de Lula foram produto de uma conjuntura externa favorável e seus efeitos já começam a se dissipar ante um quadro econômico global mais adverso).

O PT no governo Dilma criou um cenário de estagnação com pressão inflacionária pelo qual iremos pagar em breve.

O PT no governo Dilma é intervencionista, congela tarifas, controla o câmbio e gasta demais.

O PT reúne tudo o que não presta na política brasileira e se alia a bandidos notórios como Sarney, Calheiros, Collor e Maluf para atingir seus objetivos.

O PT é mau. Precisamos acabar com o PT se não quisermos que o PT acabe com o Brasil.

Ainda mais sobre o PT e o ensino no Brasil

outubro 3, 2014

LAVAGEM CEREBRAL

A tática petista de lançar estatísticas das administrações Lula e Dilma contra as estatísticas do governo de Fernando Henrique é invariavelmente um jogo de manipulação numérica.

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Existe um certo receio corporativista entre os docentes nas instituições de ensino superior públicas de que uma eventual gestão tucana irá trazer critérios de produtividade e cobrança de resultados para dentro do ensino público. Isto desagrada especialmente os sindicatos.

Se quisermos fazer o ensino no Brasil avançar, contudo, será necessário investir na melhoria dos quadros de professores e exigir avanços na qualidade das aulas ministradas.

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Cobrar mensalidades em universidades públicas de quem pode pagar é justo.

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O grosso do investimento do Estado deve ser no ensino básico e, logo após, no ensino médio. Bolsas de estudo deveriam ser dadas a quem não pode custear os estudos e deseja uma formação técnica (por sinal, houve uma perda de identidade dos CEFETs quando esses mudaram para institutos federais com cursos de nível superior).

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