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Um mundo que necessita de redenção

maio 29, 2006


Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo” (Rm 8,22-23).

O padre jesuíta Pierre Teilhard Chardin, modernista notório, afirmava que o pecado original decorria da segunda lei da termodinâmica (a entropia do mundo cresce com o tempo).

A Queda não foi resultado de uma decisão consciente de Adão e Eva, mas o efeito de uma lei da natureza.

Se Deus é o autor das leis da natureza, então o pecado original é culpa de Deus.

Eis é a posição teilhardiana, modernista: uma blasfêmia.

Para chegar até a verdade, precisamos inverter esse raciocínio.

Não foi a lei da entropia crescente que causou o pecado, mas o pecado que causou a lei da entropia crescente.

De fato, lemos no Gênesis que o primeiro casal habitava no paraíso, onde não havia morte nem dor.

Quando, porém, Adão e Eva desejaram ser deuses contra Deus, foram expulsos do paraíso.

As conseqüências do pecado original se propagaram pelo Universo, afetando seu passado e seu futuro.

As próprias leis naturais foram perturbadas pelo pecado.

A criação continuou sendo boa, mas foi ferida mortalmente.

Meses atrás, um tsunami matou dezenas de milhares de pessoas do outro lado do mundo. Agora, um terremoto matou seis mil na Indonésia.

O tempo todo ouvimos notícias de vulcões, furacões, tornados, inundações, avalanches, epidemias.

Muitos dizem que as desgraças naturais provam que Deus não existe.

Entenderam tudo ao contrário.

As tragédias cósmicas mostram o quanto ofender a Deus é terrível.

Elas são a prova de que vivemos em um mundo necessitado de redenção.

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