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A fé que tudo sustenta

junho 7, 2006

A matemática não sacia nossa fome de sentido. As verdades mais evidentes não explicam de onde viemos ou por que existimos.

Para chegar a uma resposta é preciso confiar, primeiramente, no que dizem os sentidos sobre o mundo exterior.

Quem não confia nos sentidos, não pode conhecer nada fora da própria consciência.

Mas os sentidos não enganam? Não existem miragens, por exemplo?

Sim, existem. Mas nós sabemos que são miragens justamente porque consideramos todos os dados dos sentidos e os interpretamos racionalmente.

Usamos a inteligência para ampliar a nossa capacidade natural de experimentar o mundo.

Construímos instrumentos para ver melhor as coisas: microscópios, telescópios, receptores de rádio, sensores de temperatura e pressão…

Confiamos nos sentidos, e através deles conhecemos o mundo, descobrindo seres distintos de nós mesmos.

Sabemos que existem outras pessoas no mundo como nós, que sentem e pensam.

Confiamos em nossos pais, e descobrimos o que é o amor.

Aprendemos a falar e a acreditar nas palavras.

As palavras não são apenas ondas que passam pelo ar. Possuem alma, significado, transmitem mais que vibrações materiais.

Descobrimos a nossa existência imersa numa rede de relações interpessoais.

Descobrimos a história humana, e aprendemos o conhecimento acumulado ao longo de séculos.

Aprendemos a matemática, a ciência, as letras e a filosofia.

E acreditamos no que nos dizem os professores e os livros, porque confiamos, porque temos fé.

O cientista também tem fé. Crê que o Universo é ordenado, regular, obedece a leis. Ninguém provou nem pode provar que existem leis na natureza.

Todas estas formas de fé natural ajudam-nos a entender a fé sobrenatural.  “Gratia non destruit, sed supponit et perficit naturam“.

Quando digo “creio”, assumindo a fé da Igreja, faço um ato de confiança.

Em quem confio? Em Deus.

E, confiando em Deus, confio no que Ele diz e revela de si mesmo.

Deus revelou-se? Como saber? Se dirigiu-se aos homens, quando o fez, e de que maneira? Onde encontrar a palavra que Ele nos dirigiu?

Estas questões são as mais importantes que um ser humano pode fazer, e são o começo da fé sobrenatural.

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11,6).

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