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O universo, o homem e as partículas

julho 12, 2006


Artigo retirado de:

MONTFORT Associação Cultural
Online, 11/07/2006 às 21:05h

Autor: Rafael Levy

O universo, o homem e as partículas

Recentemente, coletando informações para um trabalho para a universidade, deparei-me com uma série de fotos interessantes de aceleradores de partículas, que são usados pelos físicos modernos para estudar a composição da matéria.

Estas fotos lembraram-me de um “argumento” utilizado por ateus para tentar provar que o mundo não foi criado por Deus para o homem dar-Lhe glória, e alcançar felicidade eterna. Eles dizem que o tempo de existência do homem, se comparado com a existência do universo, é tão insignificante que é um absurdo imaginar que Deus tenha criado todo universo apenas com a finalidade de abrigar a nossa espécie.

Esse “argumento” ficou famoso por uma frase do escritor norte-americano Mark Twain, e é repetido constantemente hoje em dia por cientistas ateus que tentam negar a existência de Deus. Stephen Jay Gould, famoso biólogo evolucionista, cita este argumento em seus livros. A frase de Mark Twain, do artigo “Foi o mundo criado para o homem?” de 1903, escarnece da idéia que o mundo tenha sido criado por Deus:

“Se a Torre Eiffel representasse a idade do mundo, a camada de tinta que recobre a saliência da parte mais elevada de seu topo representaria o período de tempo que corresponde à presença humana. Qualquer pessoa perceberia que a torre foi construída por causa da película de tinta. Eu acho que perceberia, não sei”.

Mas voltemos aos aceleradores de partículas. O que impressiona é o tamanho destes equipamentos, cuja razão de ser é o estudo de partículas subatômicas, tão desproporcionadamente pequenas em relação aos aceleradores. Isto me fez lembrar da frase de Mark Twain, o que me levou a fazer alguns cálculos!

A idade que os físicos modernos estimam para o Universo é de 14 bilhões de anos. Quanto à idade de nossa espécie, há controvérsias. Alguns paleontólogos dizem que o homem existe há 200.000 anos. Sabe-se que a Europa e Ásia são habitadas há cerca de 40.000 anos. Para melhorar a conta para o lado de Mark Twain, tomemos então o menor valor: 40 mil anos. Dessa forma, temos que o tempo de existência do universo seria 350.000 vezes maior que o tempo de existência do homem.

Agora tomemos um acelerador de partículas de 3 quilômetros, como o SLAC, na Califórnia. Aceleradores desse tipo são utilizados para detectar partículas subatômicas da ordem de 10-19m. Sendo assim, o tamanho do acelerador, comparado com as partículas para o estudo das quais ele foi criado, é “apenas” 30.000.000.000.000.000.000.000 vezes maior.

Esta conta rápida nos mostra que a própria ciência moderna, no século XXI, refuta as contradições e falácias dos ateus do século XX. Será que estes famosos cientistas ateus e evolucionistas negariam que os aceleradores foram feitos para essas partículas?

E se não negam este óbvio ululante, por que negam que Deus, infinitamente mais sábio que o homem, criou o universo inteiro para o homem, para nos manifestar não só a Sua grandeza, mas também o Seu infinito amor por nós? Ou será que o amor de Deus para com os homens não é maior que o nosso interesse por míseras partículas que nem mesmo somos capazes de enxergar?

Ut inimícos sanctæ Ecclésiæ humiliáre dignéris, te rogámus, áudi nos.

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