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Um ato de caridade e justiça

fevereiro 10, 2007

As Sagradas Escrituras mostram Deus sancionando a pena de morte. Por exemplo:

Gn 38, 7: “Her, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor o feriu de morte.”

Ex 21, 17: “Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe, será punido de morte.”

Ex 31, 15: “Trabalhar-se-á durante seis dias, mas o sétimo dia será um dia de repouso completo consagrado ao Senhor. Se alguém trabalhar no dia de sábado será punido de morte.”

Lv 20, 2: “…todo israelita ou estrangeiro que habita em Israel e que sacrificar um de seus filhos a Moloc, será punido de morte. O povo da terra o apedrejará.”

Lv 20, 10: “Se um homem cometer adultério com uma mulher casada, com a mulher de seu próximo, o homem e a mulher adúltera serão punidos de morte.”

Lv 20, 13: “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa.”

Lv 24, 16: “Quem blasfemar o nome do Senhor será punido de morte: toda a assembléia o apedrejará. Quer seja ele estrangeiro ou natural, se blasfemar contra o santo nome, será punido de morte.”

Nm 35, 20-21: “Se um homem derrubar outro por ódio, ou lhe atirar qualquer coisa premeditadamente, causando-lhe a morte, ou se feri-lo com a mão por inimizade, e ele morrer, o que o feriu será punido de morte, porque é um assassino: o vingador de sangue o matará logo que o encontrar.”

Nm 35, 31: “Não aceitareis resgate pela vida de um homicida que merece a morte: deve morrer.”

Para quem acha que esses textos do Velho Testamento são reflexo de uma mentalidade bárbara, que a pena de morte foi condenada por Nosso Senhor Jesus Cristo, lembro as palavras de São Paulo:

“Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor. Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência” (Rm 13,1-5).

E as palavras de São João:

“Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte” (Ap 21, 8).

A Igreja reconhece ao Estado o direito legítimo de usar da pena de morte para punir os criminosos. O próprio Deus punirá os condenados com a “segunda morte”, infinitamente pior que a morte corporal por ser eterna. Cristo julgará e condenará os que morreram no pecado:

Mt 25, 41b: “Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.”

Com toda a pregação politicamente correta que, tristemente, ecoa dentro de nossas igrejas, fica difícil aceitar que a pena de morte pode ser legítima e até mesmo moralmente necessária.

Os modernistas infiltrados em Roma produziram uma declaração na qual se diz que a punição com a morte é praticamente injustificável, tendo em vista avanços (?)  nos métodos de reabilitação de criminosos.

Esqueceram-se os autores deste infeliz documento que a pena capital existe primeiramente para reparar uma grave injustiça, uma desordem que ameaça seriamente o bem da sociedade.

A doutrina tradicional da Igreja sempre admitiu a pena de morte para os crimes mais terríveis, inclusive a heresia (como demonstra a Santa Inquisição, aprovada por inúmeros papas, doutores e santos). Só recentemente, com a explosão modernista pós-Vaticano II, ganhou força a corrente de pensamento contrária à pena de morte em todas as situações.

Obviamente que uma declaração de um orgão da Santa Sé deve ser ouvida com atenção, mas não obriga moralmente a adesão dos fiéis a não ser que tenha a autoridade de um ato magisterial infalível, requisito não satisfeito pela citada declaração.

Tendo em vista a licitude da pena de morte à luz da moral cristã, o crime bárbaro perpetrado no Rio de Janeiro contra uma criança inocente, arrastada no asfalto por um quarto de hora, clama a punição capital para os facínoras que o cometeram.

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