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Quem pode ser salvo?

fevereiro 16, 2008

A fé diz que apenas Nosso Senhor Jesus Cristo pode salvar o homem.

Recebemos esta salvação através do sacramento do batismo: “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova” (Rm 6,4). “Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Cl 2,12). “Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna. Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.” (Tt 3,4-8).

A salvação que recebemos no batismo é gratuita, não se pode merecer.

Por outro lado, a maioria dos homens que vivem ou viveram não são ou não foram batizados. Seria, então, legítimo deduzir que a maior parte do gênero humano está perdida?

Para responder esta pergunta é preciso considerar que existem três formas de batismo: o batismo de água, o batismo de sangue e o batismo de desejo. O batismo de sangue é o martírio. Já o batismo de desejo é para aqueles que quiseram ou quereriam ser batizados mas, sem ter culpa, morreram sem receber o batismo de água.

O batismo de desejo inclui os que não tiveram a chance de conhecer o Evangelho, mas que procuraram viver de acordo com a lei natural sob o influxo da graça, desejando de modo implícito o batismo cristão.

E os protestantes, cismáticos, judeus, muçulmanos ou mesmo os ateus? Estão automaticamente condenados?

Cada caso é um caso. Os cristãos fora da comunhão com a Igreja Católica possuem elementos de verdade misturados ao erro, o que é muito perigoso para a salvação. O mesmo se pode dizer dos judeus, que são herdeiros da Antiga Aliança mas rejeitam Nosso Senhor, ou dos muçulmanos, que crêem em um Deus único mas tratam Nosso Senhor apenas como um profeta entre vários. Os ateus negam a fé completamente, o que faz com que sua salvação seja bastante difícil.

Não se deve, porém, rejeitar a possibilidade de uma graça final capaz de conduzir ao Céu para quem quer que seja.

Devemos ser muito gratos a Deus que nos concedeu o batismo, por meio do qual somos feitos seus filhos.

É possível para um herege, infiel ou ateu ser salvo por uma conversão derradeira. Mas as probabilidades não são animadoras. O risco de não ser salvo é bem maior.

Daí a importância do trabalho missionário.

Ainda assim, estar dentro da Igreja com o corpo apenas não garante salvação. Aqueles que são católicos mas não vivem seu batismo, pecando mortalmente, receberão penas piores que as de um pagão que não conheceu o Evangelho e morreu fora da graça.

“Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir” (Lc 12,48).

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