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A excomunhão dos desinteressados

março 15, 2009
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Dentre as muitas bobagens que a imprensa divulga, e que uma legião de gente cheia de ódio pela Igreja despeja em fóruns da Internet, uma que ganhou grande destaque nos últimos tempos foi a acusação de que a Igreja usa dois pesos e duas medidas, excomungando os aborticidas dos bebês gêmeos de Alagoinhas e não excomungando o estuprador.

Ora, vê-se logo que quem diz isso não sabe o que é uma excomunhão. Primeiro: só católicos podem ser excomungados. Segundo: quem é excomungado não está predestinado ao Inferno. Terceiro: a excomunhão não existe só para punir. O excomungado fica sem comunhão com a Igreja para que perceba a gravidade de seu pecado e se converta.

E é importante que se diga: os pecados punidos com excomunhão não são, necessariamente, os pecados mais graves que se pode imaginar. Muitas vezes os pecados que acarretam a excomunhão são pecados graves mas que  muitos católicos acham menos importantes, como é o caso do aborto. A Igreja excomunga os que fazem o aborto para lembrar que o aborto é um mal gravíssimo que não pode passar em branco.

O estupro, ninguém duvida, é um pecado terrível e hediondo. Mesmo um pagão ou um ateu concorda que é algo tremendamente grave. Por isso a Igreja não sentiu necessidade, em suas leis, de punir o estupro com a excomunhão.

O estuprador não foi excomungado, mas isto não quer dizer que seu pecado é pequeno. Muito pelo contrário, o estupro é um pecado mortal, daqueles que matam a alma e levam ao Inferno sem escalas. Quem peca mortalmente, se vai comungar, não recebe graça nenhuma, mas torna ainda maior seu pecado. Se o estuprador não se arrepender e se confessar antes de morrer, irá para o Inferno.

A mesma coisa acontece com quem faz um aborto: também está fora da graça, também está morto para Deus.

A excomunhão de quem aborta ou colabora com o aborto protege os fiéis católicos, deixando bem claro que o aborto é um pecado terrível, desmentindo toda a propaganda pagã e atéia a favor do assassinato de inocentes no útero materno.

Por último: aqueles que fizeram um o escarcéu em torno do acontecido em Alagoinhas contra a Igreja não querem e nunca quiseram o bem da menina  vítima de estupro (e agora de um aborto). A menina não corria realmente risco de vida, mas podia ter dado à luz se tivesse recebido cuidado médico adequado (*). A verdade é que as ONGs feministas e pró-aborto, o governo federal, e os comentaristas e formadores de opinião jamais pensaram nela como uma vítima inocente necessitada de amor e ajuda, mas usaram-na para promover sua agenda de legalização do aborto.

(*) Em 2006 ocorreram no Brasil 27.610 gestações levadas a termo de menores de 14 anos (fonte: DATASUS) e inexiste registro de morte por conta da gravidez em tais casos quando se oferece acompanhamento à gestante e realiza-se o parto cesariano.

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