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Dia de Todos os Santos

novembro 1, 2011

O que é um santo? Para muitos, um santo é uma pessoa boa, que ajuda o próximo e que tem uma proximidade especial com Deus que se demonstra, particularmente, através da ocorrência de milagres ou sinais divinos que acompanham suas ações.

Se olharmos para a Escritura, vemos que Deus é o Santo por excelência: “Dirás a toda a assembléia de Israel o seguinte: sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). A santidade é a própria natureza divina.

No Novo Testamento, Nosso Senhor nos mostra que o Deus único é Trindade, comunhão eterna de relações entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo: “Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo” (Jo 17,24). “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30). “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15,26).

A natureza de Deus é ser amor, caritas: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 Jo 4,8). Ser santo, portanto, é participar da caritas divina, ou seja, entrar na vida da Trindade. Obviamente nenhum ser humano consegue fazer isto apenas com seus esforços, pois a vida trinitária está infinitamente acima do que a natureza é capaz: “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).

A santidade, portanto, é uma vocação sobrenatural. O santo é alguém chamado por Deus, separado por Deus, para receber a caritas, a graça santificante, o amor que é um só por Deus e pelo próximo. O santo é um outro Cristo, uma vida nova de Cristo no mundo. “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gal 2,20).

Pelo batismo, nos é dada a caritas, a graça santificante. Ao longo de nossa peregrinação, contudo, não raras vezes caímos e perdemos esta graça (que pode ser recuperada através do sacramento da Confissão).

Existem alguns, no entanto, que se mantêm mais fiéis neste caminho, progridem mais na vida espiritual, e alcançam uma perfeição de vida que se torna modelo para os demais membros do Corpo de Cristo. Estes são os santos que a Igreja venera nos altares e que hoje celebramos, juntamente com todos os fiéis que não foram canonizados mas estão no Céu.

A Igreja triunfante, que goza da visão beatífica, participando em plenitude da vida trinitária, pode nos ajudar com suas intercessões, pois a caritas que os santos na glória possuem por Deus é a mesma caritas que possuem por nós. O amor que os move a adorar perpetuamente o Deus vivo é o mesmo amor que os move a rogar pelos seus irmãos que ainda combatem o bom combate neste vale de lágrimas.

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