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Purgatório

novembro 2, 2011

Almas do Purgatório

No post anterior, a propósito da Festa de Todos os Santos, fiz algumas considerações sobre a natureza da santidade. Todos somos chamados a ser santos, e a alegria dos que já estão no Céu deve ser o nosso maior desejo enquanto estamos neste mundo. De fato, contemplando a Igreja Militante, o júbilo daqueles que combateram o bom combate e guardaram a fé até o fim (2 Tm 4,7), perseverando na graça e alcançando o prêmio (Fl 3,14), encontramos mais forças para trabalharmos aqui a nossa salvação com temor e tremor (Fl 2,12).

É bastante difícil, contudo, chegar diante do Justo Juiz com o coração completamente puro e limpo, com a alma sem apegos desordenados e sem penas temporais para expiar (Lc 12,59). Mesmo que a alma esteja em estado de graça, pode ser necessária uma última purificação, como que através do fogo (1 Cor 3,12-15), pois nada impuro pode entrar no Reino dos Céus (Ap 22,3).

E eis, meus caros, a situação das almas que se encontram no Purgatório. Almas eleitas, que não correm mais o risco de estar separadas de Deus pela eternidade, mas que ainda precisam se livrar de resíduos e penas deixados pelos seus pecados veniais, pecados que não levam à morte espiritual, mas prejudicam a plena comunhão com Deus (1 Jo 5,17).

Como bem disse o Santo Padre, Papa Bento XVI, na oração do Ângelus de ontem, as almas do purgatório “encontram-se no horizonte do Céu”, ansiosas para juntar-se aos santos que estão ali, com um desejo tão intenso que causa a maior parte de seu sofrimento. A caridade, que nelas ainda não é perfeita, precisa crescer.

Assim como os santos na Igreja triunfante, movidos pela caridade, oram pelos fiéis que estão na terra, os fiéis que estão na terra podem interceder pelas almas da Igreja padecente. Esta prática é antiga, apostólica, e pode ser encontrada entre os judeus antes mesmo da vinda de Nosso Senhor (2 Mc 12,39-46). Nós, que ainda peregrinamos no tempo, podemos ajudar estas almas que sofrem através de nossas orações e oferecendo o Santo Sacrifício do altar, a Santa Missa, em sufrágio pela sua libertação final.

Portanto, hoje, Dia de Finados, dia de lembrarmos dos fiéis que já morreram, dos nossos entes queridos que partiram deste mundo, muitas vezes de modo sofrido, não nos esqueçamos de colocá-los em nossas preces. Supliquemos ao Senhor, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, que lhes conceda a paz e o descanso eternos no Céu, se possível obtendo indulgências em seu favor, abreviando o sofrimento pelo qual precisam passar antes de entrar na Vida Eterna.

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