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Abusos litúrgicos

novembro 13, 2011

A Missa de hoje, na capela aqui ao lado, conseguiu superar todos os recordes de abuso litúrgico que pude testemunhar in loco. Além da bateria e da guitarra, das vozes esganiçadas dos cantores, da algazarra das pessoas nos bancos, da homilia sem sabor, antes da benção final um grupo de jovens inventou uma “coreografia”, ainda por cima ao som de uma banda de rock estrangeira, que destruiu qualquer vestígio de dignidade da celebração.

Santo Deus! Quão longe não fomos parar depois da tristíssima “reforma” litúrgica que se seguiu ao Concílio Vaticano II, o qual, aliás, deve(ria) ser interpretado em continuidade, e não em ruptura, com a Tradição (*).

O sacerdote, covardemente, ao invés de repreender e corrigir os jovens, elogiou sua sacrílega iniciativa!

Vivemos dias de horror na Igreja. É verdade que uma ou duas décadas atrás a situação era ainda pior, com padres impregnados de teologia da libertação e marxismo. Hoje temos padres “renovados” que, pelo menos, falam de Deus (mas misturam heresias e auto-ajuda barata em suas pregações). Mas o caminho da restauração é longo e, talvez, algumas décadas sejam necessárias para expurgar da liturgia coisas como as que vi hoje.

(*) Tarefa espinhosa, aliás, pois o Concílio apresenta uma linguagem “pastoral” (ambígua) que contrasta com a clareza dogmática dos Concílios anteriores.

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