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São José

março 19, 2012
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São José e o Menino Jesus

São José foi o primeiro católico devoto de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora. De acordo com as Escrituras, era um homem justo (Mt 1,19). Quantas e quão extraordinárias não devem ter sido as graças recebidas pelo Santo Patriarca para cumprir sua missão de guardião do Verbo encarnado e de sua Mãe? A Igreja lhe reconhece um papel fundamental: o Papa Pio IX, em 1870, declarou São José Patrono da Igreja Católica, o que foi confirmado pelo Papa Leão XIII, em 1889, que escreveu: “É algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado José, portanto, que, de modo análogo àquele com que outrora costumava socorrer santamente, em todo e qualquer acontecimento, a Família de Nazaré, também agora cubra e defenda com o seu celeste patrocínio a Igreja de Cristo” (Quamquam Pluries, 15/8/1889: Leonis XIII P. M. Acta, IX (1890), 177-179).

O exemplo de São José merece ser lembrado em nosso tempo, no qual o papel do homem, mormente como esposo e pai, é ameaçado simultaneamente por forças contraditórias: de um lado, uma mentalidade antiviril, onde as mulheres possuem toda a iniciativa, e onde o emasculamento e a prática de atos homossexuais são glorificados; de outro, uma mentalidade machista que reduz o homem a um animal que existe para satisfazer seus instintos mais baixos através da fornicação, da pornografia, do adultério, dos excessos em beber e comer, e de jogos e divertimentos frívolos e imorais.

São José é o grande intercessor dos homens que buscam viver santamente. Àqueles que são escravos da impureza, recomenda-se que recorram à intercessão da Virgem Maria para serem libertos dos grilhões da carne. Se quiserem, contudo, alcançar a graça da castidade com mais rapidez, devem também pedir a ajuda de São José. São José, homem casto e fiel, a tua pureza precisamos ter para agradar a Deus!

Finalizo o post com as palavras de uma grande santa:

Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e encomendei-me muito a ele. Vi claro que, tanto desta necessidade como de outras maiores, de perder a honra e perder a alma, este pai e senhor meu me livrou melhor do que eu lhe saberia pedir. Não me recordo, até agora, de lhe haver suplicado nada que não tenha deixado de fazer.

É coisa que espanta (que maravilha) as grandes mercês que me tem feito Deus por meio deste bem-aventurado santo, dos perigos que me tem livrado, tanto de corpo quanto de alma. A outros santos parece que o Senhor lhes deu graça para socorrer em uma necessidade; a este glorioso santo tenho experiência que socorre em todas e que quer o Senhor dar-nos a entender que assim como esteve submetido a ele na terra, que como tinha nome de pai – sendo custódio – podia mandar Nele, também no céu faz quanto lhe pedem. E isto o tem comprovado algumas pessoas, a quem eu dizia que se encomendassem a ele, também por experiência; e ainda há muitas que começaram a ter-lhe devoção havendo experimentando esta verdade.

Queria eu persuadir a todos para que fossem devotos deste glorioso santo, pela grande experiência que tenho dos bens que ele alcança de Deus. Não conheci pessoa que deveras lhe seja devota e faça particulares serviços, que não a vejamos mais adiantada nas virtudes porque muito aproveitam as almas que a ele se encomendam. Parece-me, já há alguns anos, que a cada ano, em seu dia, lhe peço uma coisa e sempre a vejo cumprida. Se o pedido segue meio torcido, ele o endereça para o meu bem.

Se fosse uma pessoa que tivesse autoridade no escrever, de bom grado me estenderia em dizer muito a miúdo as mercês que este glorioso santo tem feito a mim e a outras pessoas. Só peço, pelo amor de Deus, que o prove quem não me crê e verá por experiência o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção.

Pessoas de oração, em especial, sempre deveriam ser a ele afeiçoadas. Não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo que passou com o Menino Jesus, e não se dar graças a São José pelo bem com o qual lhes ajudou. Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome este glorioso santo por mestre e não errará no caminho.

Santa Teresa d’Ávila,  Livro da Vida 6,6-8.

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