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Adoração da Cruz

abril 6, 2012

Ó cruz, do mundo bênção,
ó divinal troféu:
da morte foste a porta
e agora és do céu.

Venceu o mal aquele
que tudo atrai a si:
qual vítima imolada
suspenso foi em ti.

Louvor, poder e glória
por ti, subam, ó cruz,
ao Deus que é uno e trino,
inacessível luz.

Liturgia das Horas, Sexta-Feira da Paixão do Senhor, Hora Sexta, Hino

Adoramos a Cruz de Cristo na Sexta-Feira Santa. Dirão os hereges, em sua ignorância, que cometemos o pecado de idolatria. A Igreja, porém, ensina que o culto dirigido à imagem passa da imagem para a realidade que ela representa. Ao cultuarmos a Cruz, cultuamos não a Cruz em si mesma, mas Aquele que a Cruz significa, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ora, ninguém “venera” Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor é Deus, e Deus não deve ser “venerado”, ou seja, não deve receber o mesmo tipo de culto que os santos (ou mesmo a Santíssima Virgem) recebem. A Deus damos o culto supremo de latria e, portanto, também damos culto de latria a Nosso Senhor, que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

Logo, se podemos adorar Nosso Senhor em sua humanidade unida à divindade, também podemos adorá-lo através das imagens que O representam, não em sua materialidade, mas como imagens d’Ele, que é Deus.

Quando estou viajando e pego a foto de meu filho e a beijo, estou realmente beijando a foto. Mas o beijo que estou dando não se dirige à foto propriamente, que é apenas um pedaço de papel colorido. O beijo, é óbvio, dirige-se a quem a foto se refere, ou seja, é para o meu filho. A foto é apenas um instrumento, e o amor que tenho pela foto é, de fato, o amor que tenho pelo meu filho.

Do mesmo modo, quando adoramos Nosso Senhor na Cruz durante a Sexta-Feira Santa, a adoração é verdadeira, mas ela não é dada à Cruz como objeto, uma vez que esta é apenas um pedaço de madeira pintado. A adoração segue, por intermédio da imagem, para Aquele que é o seu arquétipo, ou seja, Nosso Senhor Jesus Cristo. A imagem da Cruz é só um meio, e a adoração e amor são oferecidos ao Filho, que morreu por cada um de nós.

Escutemos, então, a voz da Igreja: Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. E respondamos, sem medo: Vinde, adoremos!

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