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Corredentora

outubro 11, 2013

maryatfootofcross

Não adoramos a Virgem Maria na Igreja Católica. Ela é a criatura mais excelente de todas, acima de todas as criaturas elevada pela graça divina, mas infinitamente inferior a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo. A corredenção de Maria não é uma redenção paralela à redenção de Cristo, mas uma participação singular na obra do Verbo Encarnado. Maria “completou na própria carne”, de modo especial, “o que faltou à Paixão do Senhor” pela salvação das almas, pelo crescimento da Igreja (Cl 1,24). Ela é “redentora com” Cristo, não igual a Cristo, jamais separada d’Ele.

Ao dizer “sim” ao Pai na Anunciação (Lc 1,38), ao dar um corpo a Jesus (Hb 10,5), corpo pelo qual fomos salvos no Calvário (Lc 22,19), Maria Santíssima colaborou eficazmente com a obra redentora. Também por nutrir com seu sangue o Sangue preciosíssimo pelo qual fomos resgatados da morte, pela fé imensa com que se deixou guiar e pela fortaleza com que suportou a “espada” que atravessou seu Coração Imaculado, ao pé da Cruz, dando o seu Filho à morte para a salvação de todos os fiéis, daí em diante também seus filhos (Jo 19,26), Maria tornou-se inseparável do plano de salvação. A Virgem foi espiritualmente crucificada com seu Filho, unida a Ele pela fé e pela obediência, feita Nova Eva do Novo Adão, criada Imaculada para desatar o nó do pecado e quebrar a maldição que os primeiros pais sofreram no princípio (Santo Ireneu, Contra as Heresias, Livro III, 22,4; Gn 3,17ss). “Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até a cruz. Junto desta esteve, não sem designio de Deus (cfr. Jo 19,25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vitima que d’Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis ai o teu filho (cfr. Jo 19,26-27)” (Lumen Gentium 58). “O nosso mediador é só um, segundo a palavra do Apóstolo; ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (1Tm 2,5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo ai toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união Imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (Lumen Gentium 60).

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