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Protestantes: a lógica da Inquisição está na Bíblia!

outubro 11, 2013

stoning-protomartyr-stephen

Como um protestante pode ser contra a Inquisição e aceitar estes versos da Escritura: “6. Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, tua filha, a mulher que repousa no teu seio, ou o amigo a quem amas como a ti mesmo, tentar seduzir-te, dizendo em segredo: Vamos servir outros deuses – deuses desconhecidos de ti’ e de teus pais, 7. ou deuses das nações próximas ou distantes que estão em torno de ti, de uma extremidade da terra a outra -, 8. tu não lhe cederás no que te disser, nem o ouvirás. Teu olho não terá compaixão dele, não o pouparás e não ocultarás o seu crime. 9. Tens, ao contrário, o dever de matá-lo: serás o primeiro a levantar a mão para matá-lo, e a levantará em seguida o povo. 10. Tu o apedrejarás até que ele morra, porque tentou desviar-te do Senhor teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da servidão.'” (Dt 13,6-10)

A lógica do texto bíblico é a mesma por trás da instituição inquisitorial: o herege desvia os simples, falsifica a fé, corrompe as almas. Num tempo em que a fé regia a sociedade como um todo e em que o Estado aplicava a pena capital para crimes muito menos graves, refletindo a mentalidade comum, era perfeitamente justificável empregar meios de coerção física para impedir a difusão do erro. Do ponto de vista moral, a aplicação da pena de morte em tais situações era lícita. O que se pode questionar é a conveniência ou necessidade de tais métodos, não se são bons ou maus em si mesmos. Hoje, considerando que a sociedade não é mais cristã, que existem inúmeras heresias e grandes grupos de hereges a combater,que a pena de morte é vista pela maioria como último recurso e apenas para crimes graves contra a vida humana natural e, ainda, que existe grande risco de causar escândalo ao se determinar a pena de morte para os hereges, não se deve defender, no plano prático e especialmente no âmbito das penalidades temporais, a instauração de instituições similares aos tribunais da Inquisição. Não podemos, contudo, condenar nossos antepassados por terem sido coerentes e usar de meios lícitos, embora estranhos ao nosso ambiente social, cultural e religioso, com o objetivo de enfrentar com firmeza uma gravíssima ameaça espiritual.

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